Um bichinho chamado fim de férias

A gente espera meses por ela, sobrevive a cada dia motivado pela esperança de que um dia ela vai chegar. Aí ela chega, marca sua vida e vai embora sem nem te dar a chance de pedir que fique por mais uns dias.

Sim, estou falando dela: AS FÉRIAS.

Eu sempre fico perdida no começo das férias, prometo que vou fazer mil coisas, nunca sei por onde começo e no final acabo voltando pra faculdade com um “puts, eu devia ter aproveitado mais”. Então esse semestre eu decidi não fazer planos, deixei simplesmente a vida me levar vida leva eu e acabei não fazendo nada. De novo.

Só que isso não acontece só nas férias, quem nunca fez mil promessas no começo do ano, prometeu estudar mais, voltar pra academia, ler aquele livro, emagrecer, e acabou terminando o ano da mesma forma que começou? Ah vai, eu sei que não é só comigo. Começa pela faculdade, no meu curso a gente chega ao primeiro semestre querendo mudar o mundo, fazer justiça, ser Juiz, promotor, ministro do STF… Então vão passando os semestres e tudo que a gente passa a querer é sobreviver até o final do curso.

Mas o que nos impede de colocar nossos planos em prática? Insegurança? Medo? Falta de incentivo?

Bom, no meu caso tem um bichinho que me morde todas as vezes, chamado preguiça. Sou apegada à zona de conforto, adoro deixar tudo pra última hora, e no final, já sabe, acabo me ferrando não fazendo. Esse bichinho da preguiça que me morde deve ter uma parceria com o bichinho da insegurança. O medo de não dar certo, de se arriscar e cair de cara, de fazer e se arrepender, sempre (ou na maioria das vezes) acabam falando mais alto.

Mas imagina o que teria acontecido se as pessoas mais bem sucedidas do mundo se deixassem ser picadas por esses bichinhos. Ok, se o Eike Batista não tivesse construído seu império, talvez em nada mudaria a nossa vida, mas vamos pensar nos grandes inventores. Se Thomas Edison fosse picado pelo bichinho do medo de não dar certo, ainda estaríamos utilizando lampiões a querosene no lugar de lâmpadas. Se Karl Benz não tivesse começado a brincadeira, nosso principal meio de locomoção ainda seria a charrete. Se Blaise Pascal se deixasse ser picado pelo bichinho da preguiça, você ainda estaria fazendo continhas na ponta do lápis.

O que eles têm que nós não temos? QI elevado? Genialidade? É… Também. Mas de nada adiantaria tudo isso se eles não fossem persistentes.

As melhores conquistas que tive aconteceram quando resolvi sair da zona de conforto e arriscar. Mas ainda assim, é sempre difícil. Talvez o que esses “gênios” tenham a mais seja um inseticida pra mandar embora esses “bichinhos” que nos impedem de fazer tanta coisa.

Abraço galera, bom retorno de férias e início de semana pra vocês!


 

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